terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

VW PASSAT - VERSÕES PERSONALIZADAS

O Volkswagen Passat foi lançado no Brasil em julho de 1974. Seu lançamento significou um imediato envelhecimento de (quase) toda a linha Volkswagen em produção no país. O Fusca foi projetado na década de 30 e sua base mecânica (motor boxer refrigerado a ar, na traseira) tinha originado outros modelos como a Kombi, os Karmann-Ghia Cupê, Conversível e TC, o sedan 1600 4 portas (Zé-do-Caixão), a perua Variant (I e II), o hatch TL, o SP1 e 2 e o hatch Brasília.
Comparado a todos eles, o Passat era infinitamente melhor no conjunto mecânico, embora a Volkswagen tenha investido e insistido na premissa de que "ar não ferve" e que por isso seus carros eram melhores do que os refrigerados à água. Também apregoava as vantagens da tração traseira...
O Passat estreou com moderna carroceria hatch (860 Kg) e motor 1.5 refrigerado a água (radiador selado), com 65 cv de potência líquida e posicionado na dianteira. A tração também era dianteira, ao contrário de todos os demais carros da marca.
O carro ia de 0 a 100 Km/h em 17 segundos e alcançava a velocidade máxima de 150 Km/h. Nada mal quando comparado ao eterno rival Ford Corcel 1.4 e aos recém-lançados Chevrolet Chevette e Dodge 1800. Em 1976 surgiu o motor 1.6 (60 cv) com a versão esportiva TS, que logo equiparia toda a linha. O carro ia de 0 a 100 Km/h em 14s e a velocidade máxima subia para 160 Km/h. o esportivo GTS, de 1984 (um meio-termo entre o Gol GT e o Santana), usava o motor do Santana (1.8 a álcool, com 92 cv de potência - 0 a 100 Km/h em 10s e máxima de 180 Km/h).
Apesar de ter apenas 12 cm a mais no comprimento em relação ao Fusca, sua plataforma proporcionava generoso espaço na cabine e no porta-malas. Eram elogiáveis, também, o desempenho e a estabilidade, e o consumo era moderado. O que "pegou" foi o câmbio, que não raro engata a marcha a ré, em vez da primeira marcha. Eu mesmo vivencie essa terrível experiência ao dirigir o Passat 1975 do meu irmão Armando, lá no Distrito Federal. Fui xingado de barbeiro ao ficar preso na saída do semáforo. O problema só foi resolvido em 1977. 
Os bancos dianteiros eram mais baixos que o habitual para permitir a acomodação dos grandões alemães (1,90m). Mas logo foram trocados por outros mais altos, mais adequados ao povo tupiniquim. A suspensão também produzia ruídos além do desejável e os freios eram "pesados". Mas logo esses problemas foram sanados.
No Brasil, o Passat foi vendido apenas com carroceria hatch, com 2, 3 (vidro de trás subia junto com a tampa do porta-malas) ou 4 portas - esta, a menos vendida. Havia versões básicas, mais luxuosas e as esportivas - com destaque para o Passat TS e o GTS. Houve até uma série especial batizada de "Passat Iraque", com forração de veludo azul ou vermelho, que a VW enviava para o Iraque em troca de petróleo. As unidades que não foram vendidas lá fora a VW comercializou no Brasil, em 1986, com relativo sucesso.
A Volkswagen não nos brindou com uma Perua Passat, optando por reformular a Variant e lançar a Variant II, apenas com 2 portas. Com o fracasso do modelo, lançou a perua Parati em 1981, esta baseada no Gol e que fez muito sucesso, sendo até "carro da moda". E mais tarde, em 1985, foi lançada a elegante perua Quantum, derivada do Santana, que tinha importantes diferenciais: 4 portas e câmbio automático opcional.
O Passat nacional também não originou uma versão sedan, embora o Santana - aqui lançado em 1984 - fosse a versão sedan do novo Passat europeu.
Finalmente, não tivemos uma picape Passat, mas a Volkswagen deu ao mercado a picape Saveiro, também derivada do Gol, que agradou em cheio.
Em 2 de dezembro de 1988, após 897.829 unidades produzidas e vendidas no Brasil e no exterior, o Passat saiu de linha, mas entrou para a história como o melhor carro médio de seu tempo, "made in Brazil". 
Não custa lembrar que até o início da década de 1990 era proibida a importação de carros. Como o brasileiro é MUITO criativo, logo surgiram versões artesanais do Passat, algumas bem construídas pelas conceituadas SULAM, DACON e SORANA (Concessionárias VW), MALZONI, DANKAR (que fabricava o esportivo Squalo), dentre outras.
Confira, abaixo, uma seleção de Passat's personalizados (CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIÁ-LAS).
Acima e abaixo, diversas versões produzidas pela DACON:

 
 
Abaixo, o "Júlia", produzido pela DANKAR :
Abaixo, a rara versão MALZONI:
 
Abaixo, a perua concebida pela SORANA:


 Para finalizar, o "Audi Quattro" da SULAM:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

20 de janeiro - DIA NACIONAL DO FUSCA

Hoje é o comemorado em todo o Brasil o DIA NACIONAL DO FUSCA (58 anos!). Quem não conhece ou não possui histórias para contar envolvendo o simpático sedan de 2 portas?
Ele foi produzido pela Volkswagen em diversos países, por décadas, e as muitas atualizações não o descaracterizaram totalmente (ao contrário do que outras montadoras fizeram e fazem com seus carros, como o Toyota Corolla, Honda Civic, Ford Fiesta e outros - cujas gerações atuais nada tem a ver com as das épocas de seus lançamentos).
O carro foi desenvolvido na Alemanha, na década de 1930, mas teve sua produção interrompida pela Segunda Guerra Mundial. Em 1949, os primeiros exemplares  importados chegaram ao país. Eram resistentes e muito econômicos em comparação com as enormes banheiras norteamericanas, e logo conquistaram o coração do consumidor brasileiro. 
Aqui, mais de 3 milhões de unidades  foram produzidas na fábrica da VW em São Bernardo do Campo/SP, nos períodos de 1959 a 1986 e de 1993 a 1996
Mesmo defasado tecnologicamente, aqui ele massacrou o maior rival (Renault Dauphine/Gordini - 1959 a 1968) e foi líder de mercado no Brasil por 24 anos consecutivos, perdendo esse recorde para outro carro da marca, o Gol, que por sua vez foi por 27 anos o carro nacional mais vendido.
No mundo todo, o Fusca deixou de ser produzido em 2003. O último exemplar saiu da fábrica mexicana de Puebla. 

FUSCA ALEMÃO 1959 À VENDA, EM BRASÍLIA:

 
 
Tratar: (61) 99966-3442 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

FORD GALAXIE CONVERSÍVEL

Os fãs brasileiros do enorme Galaxie e suas variações LTD e Landau (1967-1983) devem lamentar o fato de a Ford ter se limitado a produzir a versão sedan 4 portas. 
As reestilizações da frente e da traseira nunca afetaram a parte central do carro e talvez aí resida o grande "enigma" que cerca o modelo.
Tudo bem que a Chrysler fez o mesmo com o arquirrival Dodge (Dart e demais variações), empregando o mesmo artifício de redesenhar apenas as partes frontal e traseira. Mas é fato que existiram Dodges com estilo cupê (2 portas) e sedan (4 portas). O Charger ainda tinha uma interessante rabeta na capota que o tornava ainda mais exclusivo.
A Ford chegou a cogitar o lançamento de uma perua Galaxie, mas o protótipo limitou-se à produção de uma versão ambulância, que ainda existe nos dias de hoje - e muito bem preservada. Mas a versão Cupê 2 portas e também conversível jamais foram oferecidas no Brasil, razão pela qual o Galaxie acabou rotulado como "carro de Dirigente".
No Brasil - terra de criativos lanterneiros - surgem aqui e ali algumas versões artesanais do Galaxie conversível, que compartilho aqui com vocês: