segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

HOT WILLYS OVERLAND 1941


Na foto acima, Alceu Schneider Jr e seu hot

O maior sonho de um blogueiro veterano, como eu, é encerrar o ano com "chave de ouro".

A sorte acenou no dia 13 de dezembro, domingo, quando Humberto e eu fomos ao Largo da Ordem e encontramos o Alceu. Alguns dias atrás ele havia vendido um carro ao Humberto para se dedicar à sua mais nova joia, um hot Willys Overland 1941. E para nossa sorte, o hot estava presente nesse tradicional encontro semanal de carros antigos da capital paranaense!

Enquanto fotografava a reluzente fera vermelha, consegui que o Alceu me concedesse uma "exclusiva". Mas como no dia seguinte eu viajaria de férias, combinamos que no meu retorno a matéria seria publicada. Agora, compartilho essa entrevista com os internautas.

O mais interessante disso tudo é perceber que o Alceu combina, de forma inusitada, o "brilho" de sua profissão de ourives com a "ferrugem" que circula nas veias dos antigomobilistas...

Confira, a seguir, a entrevista e as fotos:
1 - Nome completo.
R- Alceu Schneider Jr

2 - Profissão.
R- Ourives

3 - Qual foi a motivação para ter adquirido o Willys?
R- Sonho de infância. Sempre fui apaixonado pelos Hots, e a cultura envolvida.

4 - Quando, onde e de quem o adquiriu?
R- Foi em outubro de 2015. Adquiri de um empresário (Armando Salles) De Caraguatatuba - SP. Ele fixou residência nos EUA, e estava se desfazendo de todos os seus bens aqui no Brasil. O valor pedido pelo Hot era realmente imperdível!!!

5 - Descreva para os leitores o seu carro:
R- Trata-se de uma réplica da Willys Overland cupê 1941, em fibra, montada nos padrões americanos. A cor é a vermelha do Fiat Estilo Schumacher, com 07 camadas de tinta. Motor e parte de baixo pintados em prata, vermelho e azul metálico (mesmo azul da moto Susuki Srad). As portas são do tipo " suicidas", e há espaço para apenas 02 pessoas. O motor é americano, Ford V6 injetado a gasolina (o mesmo da pick up Ford F250 americana). O motor é o original, sem alterações, com 230 cv de potência. A tração é traseira. O câmbio mecânico é da Ford F1000 e tem 05 marchas. As rodas vieram do Ford Mustang, aros 14 com pneus  185-60-14 na dianteira, e aros 16 com pneus  275-70-16 na traseira. O carro é extremamente firme na dirigibilidade.

6 - Explique a principal motivação para a escolha desse carro.
R- Sempre tive carros antigos, mas o objetivo sempre foi um Hot Rod!

7 - A família participou da sua decisão ou foi a realização de um sonho SEU?
R- Não! Foi realização de um sonho, porém com o "aval" da esposa e filhos.

8 - Que outros modelos de carros antigos tem reais chances de você adquirir?
R- O sonho já está realizado, porém não descarto a possibilidade de adquirir algum modelo dos anos 50,60 ou 70 (de preferência os mitológicos V8)

9 - A vinda do Willys coincidiu com a venda do Fusca 1969 "German Look" para o professor Humberto (em breve, matéria no blog). Bateu algum "arrependimento" por ter reencontrado o Fusca hoje, no Largo da Ordem?
R- O fusca eu tinha comprado recentemente. Não tinha intenção de vendê-lo, porém apareceu a oportunidade de comprar o Hot Rod. Concretizado o negócio, não tinha mais espaço para guardar o fusquinha. Só me restava vendê-lo, mesmo a contra gosto, pois apreciava muito o "besouro". Não me arrependi da venda, pois sei que o mesmo está em boas mãos, e estarei sempre  reencontrando ele em eventos de antigos.

10 - Costuma participar de encontros de carros antigos? Cite alguns que já tenha ido nos últimos meses/anos e qual o seu favorito.
R- Sim, recentemente participei dos encontros de Fazenda Rio Grande/PR, Contenda/PR, encontros semanais da Praça da Espanha, da feira do Largo da Ordem, e muitos que ainda estão por vir. Gosto muito da feira do Largo, pois tem bastante movimento e interatividade dos frequentadores.

11 - Participa de algum Clube de carros antigos ou colabora em algum forum na internet?
R- Não, porém tenho interesse em participar do clube Curitiba Roadster. Em relação a internet, só trocando fotos em páginas do segmento.

12 - Deseja enviar alguma mensagem aos internautas que acompanham este blog?
R- Primeiramente agradeço ao Adriano Esteves Ferreira, a oportunidade de estar compartilhando um pouco do meu sonho. Deixando a mensagem de que sempre busquem seus objetivos, mesmo que pareçam muito distantes. Quando ainda criança, sempre desenhava os "Hots" no primeiro papel que aparecesse. Saindo da adolescência, com muito esforço comecei adquirindo fuscas, passando por Dodges, Opalas, etc... porém o objetivo ainda estava longe. Hoje aos meus 48 anos, consegui realizar meu sonho. Portanto, nunca desistam!!!
Um Hot abraço a todos!!!!
 Acima, o motorzão V6 da picape Ford F250 nortemericana
Acima, detalhe das portas suicidas e do charmoso interior.
 
Acima, detalhes da instrumentação e das belas rodas Mustang.
Para finalizar, uma traseira suave mas imponente e o split window... 

domingo, 6 de dezembro de 2015

MODELOS DKW PERSONALIZADOS

Em setembro de 2014 - vide HISTÓRICO DO BLOG (canto superior direito) publiquei matéria sobre os valentes DKW, aqui produzidos desde 1956 e que foram evoluindo e diversificando a linha até 1967, quando foi absorvida e liquidada pela Volkswagen, não por acaso a sua maior concorrente.
A VEMAG (Veículo e Máquinas Agrícolas) produziu no Brasil, sob licença, modelos da alemã DKW que se destacavam pela robustez e pelo inusitado motor de 2 tempos e 3 cilindros, com o óleo misturado à gasolina - o que explica a fumaça azul que saía do escapamento...
A linha "nacional" era composta por uma perua 2 portas (Vemaguet), um sedan 4 portas (Belcar), um sedan 2 portas para concorrer no segmento premium (Fissore) e um jipe com tração 4x4 ou 4x2 (Candango).
Assim que deixaram de ser produzidos, em 1967, os DKW foram perdendo valor (à exceção da perua, que até experimentou uma valorização no mercado de usados). À rejeição seguiu-se o esquecimento, até que os colecionadores passaram a se organizar em clubes e a compartilhar peças e dicas de manutenção. Atualmente existem empresas especializadas na recuperação e confecção de peças, o que torna possível remontar um DKW e deixá-lo praticamente como novo.
Mas nem todos os proprietários pensam em devolver as características originais, enveredando pelo quase sempre tortuoso caminho da "personalização". Alguns poucos exemplares ficam bem interessantes - como por exemplo a picape derivada da Vemaguet. Há alguns exercícios de imaginação, que você confere a seguir.
Clique nas fotos para ampliá-las!
ABAIXO, UMA COLETÂNEA DE BELCAR CONVERSÍVEL
 
AGORA, É A VEZ DA PERUA VEMAGUET:
 
NEM O CANDANGO ESCAPOU...
Em outra oportunidade publicarei uma coletânea de versões artesanais de outros veículos DKW (Fissore perua, picape, 4 portas, tuning ou Limousine) e alguns Belcar com 2 portas, limousine, tunados, de corrida etc.
Não percam!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

13º DIESCAT MIX - dia 28 de novembro de 2015, em Curitiba


Quem curte miniaturas e faz coleções não pode perder o 13º Diescast Mix, neste sábado – 28 de novembro de 2015. Trata-se do último evento de 2015 organizado pelo Espaço Diecast – loja especializada em colecionismo de miniaturas de automóveis na escala 1:64 - peças entre 7 e 8 cm aproximadamente. Como nos anos anteriores, o local será o Clube Dom Pedro II , que fica na Rua Brigadeiro Franco, 3.662, quase esquina com a Rua Chile, no Rebouças, em Curitiba. O evento terá início às 13 h e seguirá até as 18 h.
As primeiras miniaturas surgem ainda na infância, apenas como um passatempo. São jogadas de um lado para outro, arremessadas em queda livre de uma sacada e esfoladas de tantas batidas que arrancam o sorriso de seus pequenos donos. Com o passar dos anos a diversão tende a ser outra, como futebol e videogame, mas há quem mantenha essa relação com os carrinhos, agora de maneira mais cuidadosa, incentivada, principalmente, pelos pais. Têm aqueles que decidem resgatá-la na fase adulta. É aí que surgem as coleções.
Segundo Hilton Ricardo de Sá, 40 anos, um dos criadores do Espaço Diecast, “são inúmeras novidades, modelos exclusivos e importados e a chance de encontrar aquele exemplar garimpado há tempo”. Participam expositores do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Hilton deixou de lado a profissão de executivo para se dedicar às miniaturas. Abriu a CWB Garage, especializada em modelos importados. “Há oito anos um amigo do trabalho me mostrou a sua coleção e eu o provoquei: Com essa idade, voltando a brincar de criança”, lembra. O colega então o convidou para um encontro de colecionadores e a partir daí ele viu que o negócio era sério. Em 3 anos e meio já tinha mais de 5 mil unidades. “Como executivo ganhava mais do que hoje, porém quase enfartei. Só que agora eu faço isso com prazer e amor”, afirmou Sá.
Começar no colecionismo é fácil e barato. Existe uma infinidade de modelos disponível em supermercados e lojas de departamentos. Os mais famosos são os da Hot Wheels, que custam a partir de R$ 5,00 na escala 1/64 (64 vezes menor de que um carro em tamanho real). Matchbox, Maisto e a Johnny Lightning são outras marcas que fazem sucesso entre os apreciadores. O difícil é controlar a vontade de ver a coleção crescer o mais rápido possível. “Chega um momento em que colecionar pode deixar de ser um hobby e virar um vício. Conheço pessoas que tiveram sérios problemas financeiros por que perderam o limite”, afirma Roniel Iunckovski, 29 anos, um dos fundadores do Espaço Diecast, local criado para a troca, comercialização e busca de informações sobre miniaturas. Desde 2005, ele “respira o mundo em escala reduzida”. Segundo Roniel, “colecionar todas as miniaturas que achar pela frente não é o mais indicado. O ideal é concentrar em um tema específico, como modelos customizados, por exemplo, ou organizar diversas linhas que lhe agradam, como réplicas de Chevrolet, Ford e Volks”. À medida que se vai atrás de informações e de novas miniaturas, descobre-se milhares de opções belíssimas e raras espalhadas pelo mundo. E a tentação para comprá-las a qualquer preço e ter na coleção é grande. “Procure fazer um orçamento para definir o quanto do salário [ou da mesada] será investido”, observa, ressaltando que é neste momento que muitos se perdem em suas coleções. Catalogar todas as aquisições e não se desesperar caso não encontre o modelo procurado também ajudam a evitar que o prazer do hobby se torne um motivo de estresse. “Dependendo do modelo, é preciso garimpar de dois a três meses para encontrá-lo”, salienta.
Sandro Stremel, 43 anos, outro fã de miniaturas que ajudou a criar o Espaço Diecast, diz que dá para montar uma bela coleção com os modelos vendidos no mercado nacional, porém, caso de prefira peças vindas de fora o preço geralmente começa em R$30,00. “A linha Collectors, da Hot Whells, por exemplo, começa nesta faixa de preço e está fora do catálogo anual da marca, ou seja, dificilmente será encontrada em lojas populares do Brasil”, destaca.
Quem coleciona costuma armazenar os carrinhos em estantes próprias para expor no quarto ou na sala. As mais comuns, em MDF, custam a partir de R$55,00, com capacidade para 50 unidades. Adicionar uma tampa (em acrílico ou vidro) evita o acúmulo de poeira - acrescente de R$20,00 a R$40,00. Há quem prefira manter as miniaturas nas cartelas, que, além de proteger de riscos, fica mais fácil na hora de trocá-las ou vendê-las.
De empresário a colecionador
Os preços dos carrinhos começam em R$5,00 e superam R$1 mil nos modelos mais raros. Se ficou curioso ou interessado, e deseja mais informações, ligue (41) 3524-0500 ou pelo Facebook do Espaço Diecast.
A entrada é gratuita.
Dicas pra ase tornar um colecionador “sustentável”
FOCO: escolha uma linha ou tema específico para colecionar.
CONTROLE: imponha um limite para gastar.
ORGANIZAÇÃO: catalogue os carrinhos, para saber o que precisará comprar.
PACIÊNCIA: leve como hobby e não se desespere quando não encontrar o modelo pretendido de imediato.
Fonte desta matéria: http://www.gazetadopovo.com.br/automoveis/comece-ou-amplie-sua-colecao-no-diescast-mix-a-festa-das-miniaturas-7ohndxv512ssaw9pb3jg31gsn