segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

21/02/2021 - RODANDO COMO ANTIGAMENTE: DE CURITIBA A PIRAQUARA

Na manhã de domingo, Beto e eu nos reunimos com um grupo de antigomobilistas no POSTO DOIS IRMÃOS, para um passeio de de ida e volta "Curitiba-Piraquara".

No sábado, demos um "grau" no Fusca e no Gordini, e deixamos as relíquias aptas ao longo passeio de domingo, com aproximadamente 50 Km.

A receita para o sucesso: Combinação de bom tempo como uma quantidade de expressiva de carros antigos impecáveis (Renault Juvaquatre 1948, Ford 1928,1929, e 1931, Gordinis 1965 e 1966, MP Lafer, Fuscas, Simca Chambord, VW Passat, VW TL 4 portas, Cobra, Lada Niva e outros). Outros antigos se juntaram a nós, no percurso, e foi aquela diversão.

Confira abaixo o que rolou nesse encontro (clique nas imagens para ampliá-las): 



 




 
Após o passeio, o merecido descanso do "guerreiro", em casa...

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

SIMCAS PERSONALIZADOS - PARTE 3

 Até hoje, sessenta anos depois de seu lançamento no Brasil, o Simca Chambord é considerado um carro glamoroso (atraente, bonito), em que pese ter começado com o pé esquerdo. Quando o modelo veio para o Brasil, já era considerado obsoleto no seu país de origem (França). Os norte-americanos o rejeitaram por ser "pequeno demais", e o velho motor Aquilon não fornecia a potência mínima desejável. Em compensação, a suspensão era elogiada, mas não se destacava diante das respostas lentas do vetusto motor. A parte elétrica era um pesadelo e havia diversas falhas imperdoáveis para um carro tão luxuoso e caro. 

Com o tempo o sedan ganhou motores mais potentes (Tufão e Emisul) e o desempenho melhorou substancialmente. A linha 1967 mostrou os derradeiros CHAMBORD e JANGADA, e foram lançadas duas outras versões, derivadas do Chambord: o ESPLANADA e o REGENTE (versão simplificada do Esplanada). A linha 1968 ganharia uma terceira e interessante versão: o esportivo GTX, com câmbio de 4 marchas no assoalho, bancos dianteiros separados, rodas esportivas etc.

O Chambord (e também o Esplanada/Regente/GTX) só foram oferecidos, no Brasil, na comportada versão sedan 4 portas. Como seriam as versões picape, limousine ou hot?

As partes 1 e 2 da série "SIMCAS PERSONALIZADOS" você confere abaixo:

 https://carrosnacionaisantigos.blogspot.com/2017/08/simcas-personalizados.html

 https://carrosnacionaisantigos.blogspot.com/2018/10/simcas-personalizados-parte-2.html

Esta terceira coletânea começa pelas picapes:


Em seguida, uma elegante Limousine Chambord e outra Limousine, derivada do Esplanada:



Que tal, alguns Simca Chambord hot?





Para finalizar, dois Simca Chambord com lanternas traseiras transplantadas do modelo Aero Willys 1960/1962:

sábado, 26 de dezembro de 2020

OS DOIS OPALAS QUE EU TIVE

O Chevrolet Opala (1968-1992) foi um dos melhores e mais versáteis automóveis produzidos no Brasil. Produzido com três diferentes carrocerias (sedan 4 portas, cupê 2 portas e perua), conseguia agradar e satisfazer tanto os "coroas" quanto os "executivos", os "chefes de família" e os "playboys". 

Desde o começo estavam disponíveis motores com 4 cilindros (2500cc) ou 6 cilindros (3800cc e depois 4100cc). 

O motor 4 cilindros permitiu ao carismático automóvel enfrentar melhor as diversas crises do petróleo, que jogaram os preços dos combustíveis para o espaço. A versão 6 cilindros atendia perfeitamente os que curtiam acelerações mais vigorosas e não se importavam muito com o alto custo do combustível. 

Não custa lembrar que nos anos 80 houve a opção de motores movidos a álcool...

Com o tempo o câmbio foi oferecido com 3, 4 ou 5 marchas - na coluna ou no assoalho, mecânico ou automático. 

Curiosamente, a versão esportiva SS começou em 1971 com carroceria sedan 4 portas, mas no ano seguinte a GMB adotou a carroceria Cupê 2 portas - mais adequada à proposta. Além da versão SS6 (6 cilindros), também foi produzida uma versão esportiva mais econômica, a SS4 (motor 4 cilindros), que não fazia muito feio comparado ao seu irmão mais novo, o Chevette GP, e o rival Corcel GT. Mas esse Opala SS4 não era páreo para o esperto e estável Passat TS - outro que também tinha motor 4 cilindros... Interessante foi a ousadia da GM em estender a "proposta esportiva" à familiar perua Caravan, também oferecida nas versões SS4 e SS6.

MEUS DOIS OPALAS

Até hoje fui proprietário de dois Opalas.

O primeiro era na cor Verde-Menta, modelo Especial, Cupê 2 portas, ano 1974/1974, que minha mãe adquiriu em novembro de 1974 - quando a linha 1975 já tinha sido lançada (as lanternas traseiras da linha 1975 eram duplas e redondas). 

Apesar de a versão "Especial" ser a básica da linha, este exemplar veio equipado com vários opcionais: teto de vinil, pintura metálica, 4 faixas brancas paralelas na linha de cintura, garras nos para-choques, servo-freio e ar condicionado. 

No subúrbio onde morávamos, ele foi recebido e tratado como um "carrão"! 

Alguns anos depois ele perdeu o teto de vinil, quando da primeira reforma. 

Finalmente, em 1988 minha mãe já não o dirigia e como eu estava há 4 anos morando em Brasília sem conseguir juntar dinheiro para comprar um carro, ela me presenteou com o verdão. E que presente!

Abaixo, a primeira foto é de 1975 (eu à direita, aos 15 anos de idade). A segunda foto é de 1989, e o carro já estava sem o teto de vinil e calotas (equipei-o com as rodas de ferro do modelo 1976).


Abaixo, o verdão nos anos 1990: estava com bancos dianteiros individuais e esportivos, grade esportiva da Envemo, nova cor Verde-Amazônia, luzes de ré "em cima" e sem as faixas laterais. Nas fotos, minha querida tia Rosinha.

As rodas com calotas e pneus diagonais cederam a vez a outras, mais esportivas e calçadas com pneus radiais. 

Apenas o câmbio de 3 marchas permaneceu na coluna (naquela época, e ainda mais em Brasília, era muito difícil obter-se um câmbio de 4 ou 5 marchas no assoalho).

Viajei muito com esse carro pelo centro-oeste e percorri muitas vezes a rota Brasília-Rio-Brasília para rever a família, na maior parte das vezes sem problemas. 

Vendi o verdão em 1997, após várias colisões que enfraqueceram sua estrutura e pelo fato de o câmbio viver "encavalando", sem conseguir ajeitá-lo. Com o dinheiro da venda adquiri um VW Voyage branco LS, 1986, a álcool, que pertencia ao colega e amigo Eli do Bomfim.

Anos mais tarde, encontrei outro Opala Cupê, dessa vez na cor vinho, modelo Luxo, ano/modelo 1978. Ele estava no estacionamento do BC com um cartaz de "VENDE-SE" afixado no vidro - o suficiente para conquistar a minha atenção. Fiz uma proposta "decente" ao vendedor, e ele aceitou. 

O carro estava muito bom, mas era necessário um ajuste nos freios, a troca dos pneus e outros pequenos consertos, todos fáceis. Mais adiante, esse Opala recebeu uma repintura completa. 

O motor desse Opala também era de 4 cilindros, mas o câmbio de 4 marchas no assoalho e os banco dianteiros separados, com encosto alto, em nada lembravam o verdão. 

Em pouco tempo acabei vendendo-o depois de receber uma "irrecusável proposta indecente".

Abaixo: após a repintura, ele ficou ainda melhor!

CLIQUE NAS IMAGENS ACIMA PARA AMPLIÁ-LAS

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

KARMANN-GHIAS PERSONALIZADOS - PARTE 2

Eu até que peguei leve quando publiquei a primeira série de "Karmann-Ghias Personalizados".

Vide https://carrosnacionaisantigos.blogspot.com/2016/11/karmann-ghias-personalizados.html

Nesta segunda coletânea, busquei modelos mais "ousados", na certeza de que a maioria irá arrepiar os pelos dos braços dos meus queridos internautas.

Confira a seguir: