domingo, 28 de fevereiro de 2016

CHEVROLET MONZA -1982 A 1996 (E VERSÕES EXCLUSIVAS)



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O Chevrolet Monza (projeto J) foi lançado no Brasil em 1982 e estreou na versão hatch com tração dianteira e motor 1.6 transversal com carburador de corpo simples (72 cv para o motor a gasolina ou 73 cv, para o motor a álcool), oferecido nas versões básica e SL/E. Seus maiores rivais eram o Corcel II e o VW Passat. Diante deles sobressaía-se por ser moderno, espaçoso e funcional. O porta-malas – com 433 litros de capacidade – tinha fácil acesso pela tampa traseira que subia junto com o vidro e que podia ser ampliado até 1047 litros rebatendo-se o encosto do banco traseiro. O quesito beleza contribuía para a rápida aceitação, mas... o motor 1.6 decepcionava no quesito desempenho, em que pese a boa aerodinâmica, para a época, com cx de 0,39. O modelo acelerava de 0 a 100 Km/h em longos 16 segundos e a velocidade máxima era de 150 Km/h. O câmbio manual era da japonesa Isuzu, com lubrificação permanente (que dispensava a troca do óleo), mas tinha apenas 4 marchas. O braço da suspensão dianteira vinha da Holden australiana e o eixo traseiro, da Opel alemã. Mas os engates do câmbio muito longos, o volante em posição muito vertical e a direção que exigia muitas voltas de um batente ao outro, desagradaram logo de cara. Essas e outras deficiências logo foram sanadas pela Chevrolet. Em 1983 o Monza recebeu um novo motor 1.8 e a elegante carroceria sedan de 2 e 4 portas (4,36m de comprimento e porta-malas de 510 litros), que agradou tanto que em 1984, 1985 e 1986 conquistou o título de “CARRO MAIS VENDIDO DO BRASIL”. Mas a perua não foi produzida (em seu lugar a GM lançou a Ipanema, derivada do Kadett, que foi um fracasso de vendas). A Envemo produziu uma perua em 1984, derivada do sedan 4 portas e com tampa traseira em fibra-de-vidro, mas a GM não “comprou” a ideia. Com isso, a novata VW Santana Quantum 4 portas nadou de braçada, sem rivais. Em 1990 o Monza ganhou nova frente, baixa e longa, e traseira reta com a tampa abrindo rente ao para-choque (o porta-malas ficou ainda maior, com 565 litros), ficou ainda mais comprido (4,49m) e perdeu harmonia nas linhas. Em compensação, o veterano carro incorporou importantes aperfeiçoamentos mecânicos e novos itens de conforto e segurança. Somente em 1996, após 14 anos em linha, o Monza despediu-se do mercado brasileiro com a façanha de nunca ter precisado de catalisador. O seu sucessor foi o moderno Vectra.

VERSÕES PERSONALIZADAS
Acima, a versão targa produzida pela BB Equipamentos
A proibição de importação de carros novos e a demanda reprimida fizeram com que a década de 80 evidenciasse a criatividade de algumas revendas de automóveis e lojas especializadas em acessórios. Algumas produziram versões personalizadas de carros já existentes e outras foram além, lançando produtos inéditos, embora aproveitando boa parte da estrutura e do conjunto mecânico de carros aqui produzidos pelas multinacionais Volkswagen, Chevrolet etc. As mudanças eram mais percebidas pelos novos volantes – menores e com desenho esportivo – além de rodas esportivas de liga-leve, bancos esportivos e envolventes, escapamentos esportivos etc. Outras modificações eram facilmente percebidas em versões peruas, conversíveis e até limousines. Revendas como a Sulam, Dacon e Envemo ou lojas especializadas El Rabit, Jumbo Car Center, Rodão e tantas destacavam-se e faturavam alto. Com relação ao Monza, só tivemos as carrocerias hatch e sedan de 2 e 4 portas. No exterior existiu o Chevrolet Cavalier e Vauxhall Cavalier Convertible, sendo que esse último tinha um visual bem parecido com o Monza. No caso da perua, nos exterior existiu a Chevrolet Cavalier Wagon, a Holden Camira Wagon e Vauxhall Cavalier Estate  nos EUA, Austrália e Inglaterra respectivamente, sendo que a seção  traseira da Cavalier Estate  vinha da Austrália. A Envemo produziu, artesanalmente, a versão conversível e a perua. Em julho de 1985 uma revista especializada testou o Monza Perua versão 1.8 a álcool: de 0 a 100 Km/h em 12,9 segundos e alcançou a velocidade máxima de 164 Km/h. O consumo urbano foi de 6,4 Km/l de álcool e o rodoviário foi de 11,2 Km/l (carregado) e de 11,7 Km/l (vazio). Marcas muito boas, visto que era um  motor projetado para funcionar apenas com álcool. Se fosse um motor flex, como os de hoje, não conseguiria reproduzir essas marcas usando apenas o combustível vegetal. Ao que consta a ENVEMO só teria produzido 6 peruas com 2 portas (em 1984) e 15 outras com 4 portas. Quanto aos conversíveis, ainda há alguns rodando pelo país e – como todo modelo sem capota – esbanjado esportividade e exclusividade.

CONFIRA ESTA COLETÂNEA DE MONZAS EXCLUSIVOS
 (fotos obtidas em diversos sites da internet)

Abaixo, o Monza 200 SEC e o Monza SR85
Abaixo, o Monza Adamo
Abaixo, o Monza "cabine estendida" (Avallone)
  
Abaixo, o Monza "conversível" (ENVEMO e SULAM)
 Abaixo, o Monza com "frente Pontiac" (ENVEMO)
 Abaixo, o Monza "limousine" (AVALLONE e outros)
Abaixo, o Monza com "kit Mercedes Benz190"
Abaixo, o Monza "picape" (fundo-de-quintal)
 Abaixo, o Monza "perua" (Envemo)

6 comentários:

  1. O Monza marcou uma época onde o que mais vendia não eram os populares 1.0 (que nem existiam). Até o lançamento do Monza 4 portas os sedãs eram muito sem graça e, diziam que era só pra táxi. Depois dele os 4 portas começaram a dominar. Eu, particularmente, gosto muito dos sedãs.Um grande abraço do primo Dorian.

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  2. É isso aí, Dorian. Na década de 80, convivemos com muitos modelos reestilizados remanescentes das décadas anteriores e recebemos modelos modernos (para a época e para nosso mercado tosco) como o Ford Escort, Chevrolet Monza,VW Santana/Quantum e Fiat Uno. a linha Opala era reestilizada e recebia aperfeiçoamentos a cada ano... mas o Monza sedan era um show de carro. Por isso foi tricampeão de vendas. Abração!

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  3. eu tenho um monza desse marrom pra vender teto solar 3000.00 documentação ok

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  4. paulorick.san@gmail.com

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  5. paulorick.san@gmail.com

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